5 de mai de 2009

Eu me rendo (a propósito do post "Mudanças")

Não há protesto , abismo ou desesperança suficiente que possam terminar com essa poética cotidiana. Simplesmente não consigo, a literatura está em mim, encarnada como um véu que encobre todos os meus segredos.Não sei ser comum, distante, qualquer. Transformo e desfaço esse caminho que só a poesia me concede. Está na alma, na carne, no desejo. Me renderei a ele. Continuarei versificando até o limite desse imaginário colorido e talvez (eu disse talvez) encontre uma resposta. Não posso permitir que a realidade (tal como é, sem poesia alguma) deforme minha visão insensata das coisas. A brincadeira deve continuar... E vocês leitores, o que pensam disso? Render-se ou não a esse emaranhado de cerébros acinzentados, sem rumo, sem a "real idade" de seu tempo?

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