29 de nov de 2009

Cenas Urbanas

No meio do caminho havia tanta coisa desequilibrando as emoções e perfazendo um ritual de novas possibilidades que nem notou a imensa placa que surgiu à sua frente como um pedido de socorro: SIGA EM FRENTE. Desorientada pela confusão dos sentidos projetou violentamente o joelho em direção à pesada placa de metal e rendeu-se ao chão com uma leve dor que agora ressurgia como um sinal de vitalidade ainda existente no já cansado e trôpego corpo. Ali, permaneceu horas a fio tentando superar não apenas a dor no seu roxo joelho, mas uma dor mais profunda, sangrenta e que abria crateras imensas na sua alma. Ali, permaneceu dias... pensando em como o seu caminho poderia ser diferente e porque ele ainda não havia mudado. Questionou-se por meses ali sentada em uma estagnação completa e mórbida diante do inesperado que já não mais esperava nada. E assim, permaneceu em profunda reflexão por um longo tempo e distraída esqueceu de ler a placa à sua frente.

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