19 de jan de 2014

sem título

Arthur, senta aqui
e eu te mostro meu mundo
tão Amélie Poulain


consertei minha máquina
de fazer planos
e a roupa no varal
está seca e limpa
como as nossas intenções


há de se ter tempo
para um clichê sincero
um riso fácil
e a sessão das dez


ainda ontem recitávamos Eliot
enquanto fazíamos as malas
um jazz para aquietar o coração
e já podemos partir


Wonderland ou Meia Noite em Paris
humor britânico para todas as ocasiões


Arthur, senta aqui
e eu te mostro
o meu melhor drama. 

2 comentários:

  1. Lindo poema! Sou teu fã! Belas referências poéticas/cinematográficas e a sutileza na abordagem do tema afetivo me encantaram. Arthur, do alto de sua torre de mais alta, lê com olhos emotivos teu poema! Bjs

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  2. Arthur tem olhos tristes e coração atento. E um belo drama para contar. Obrigada pela leitura, querido!

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