23 de mar de 2011

Pequenos poemas ainda vivos no baú de sonho


XXIII

eu me percebo
na emancipação das almas alheias
e desejo nelas
o mesmo que quisera em ti
a nossa total transgressão
beijo, corpo e ausência. 

XVIII
depois de tanto tempo
te olhei
e minha força estava viva
como uma semente
a dar um fruto envenenado
que só eu podia degustar.

XVII
eu desejo
que tu me desejes
tão destemido
quanto um náufrago
a desvendar as incertezas
do mar
só assim poderei te  dizer
sem medo
a profundidade oceânica
dos meus sonhos.

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